S O C I O A M B I E N T A L I S M O


A V I S  O

Vimos comunicar aos nosso leitores (que já passam de 4 mil) que acessam o blog sobre socioambientalismo, que passaremos a postar nossas matérias no seguinte endereço:http://almacks.blogspot.com/



Escrito por Almacks Luiz Silva às 18h57
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Agrotóxicos no seu estômago, artigo de João Pedro Stedile

 

Os porta-vozes da grande propriedade e das empresas transnacionais são muito bem pagos para todos os dias defender, falar e escrever de que no Brasil não há mais problema agrário. Afinal, a grande propriedade está produzindo muito mais e tendo muito lucro. Portanto, o latifúndio não é mais problema para a sociedade brasileira. Será? Nem vou abordar a injustiça social da concentração da propriedade da terra, que faz com que apenas 2%, ou seja, 50 mil fazendeiros, sejam donos de metade de toda nossa natureza, enquanto temos 4 milhões de famílias sem direito a ela.

Vou falar das consequências para você que mora na cidade, da adoção do modelo agrícola do agronegócio.

O agronegócio é a produção de larga escala, em monocultivo, empregando muito agrotóxicos e máquinas.

Usam venenos para eliminar as outras plantas e não contratar mão de obra. Com isso, destroem a biodiversidade, alteram o clima e expulsam cada vez mais famílias de trabalhadores do interior.

Na safra passada, as empresas transnacionais, e são poucas (Basf, Bayer, Monsanto, Du Pont, Sygenta, Bungue, Shell química…), comemoraram que o Brasil se transformou no maior consumidor mundial de venenos agrícolas. Foram despejados 713 milhões de toneladas! Média de 3.700 quilos por pessoa. Esses venenos são de origem química e permanecem na natureza. Degradam o solo. Contaminam a água. E, sobretudo, se acumulam nos alimentos.

As lavouras que mais usam venenos são: cana, soja, arroz, milho, fumo, tomate, batata, uva, moranguinho e hortaliças. Tudo isso deixará resíduos para seu estômago.

E no seu organismo afetam as células e algum dia podem se transformar em câncer.

Perguntem aos cientistas aí do Instituto Nacional do Câncer, referência de pesquisa nacional, qual é a principal origem do câncer, depois do tabaco? A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) denunciou que existem no mercado mais de vinte produtos agrícolas não recomendáveis para a saúde humana. Mas ninguém avisa no rótulo, nem retira da prateleira. Antigamente, era permitido ter na soja e no óleo de soja apenas 0,2 mg/kg de resíduo do veneno glifosato, para não afetar a saúde. De repente, a Anvisa autorizou os produtos derivados de soja terem até 10,0 mg/kg de glifosato, 50 vezes mais. Isso aconteceu certamente por pressão da Monsanto, pois o resíduo de glifosato aumentou com a soja transgênica, de sua propriedade.

Esse mesmo movimento estão fazendo agora com os derivados do milho.

Depois que foi aprovado o milho transgênico, que aumenta o uso de veneno, querem aumentar a possibilidade de resíduos de 0,1 mg/kg permitido para 1,0 mg/kg.

Há muitos outros exemplos de suas consequências. O doutor Vanderley Pignati, pesquisador da UFMT, revelou em suas pesquisas que nos municípios que têm grande produção de soja e uso intensivo de venenos os índices de abortos e má formação de fetos são quatro vezes maiores do que a média do estado.

Nós temos defendido que é preciso valorizar a agricultura familiar, camponesa, que é a única que pode produzir sem venenos e de maneira diversificada. O agronegócio, para ter escala e grandes lucros, só consegue produzir com venenos e expulsando os trabalhadores para a cidade.

E você paga a conta, com o aumento do êxodo rural, das favelas e com o aumento da incidência de venenos em seu alimento.

Por isso, defender a agricultura familiar e a reforma agrária, que é uma forma de produzir alimentos sadios, é uma questão nacional, de toda sociedade.

Não é mais um problema apenas dos sem-terra. E é por isso que cada vez que o MST e a Via Campesina se mobilizam contra o agronegócio, as empresas transnacionais, seus veículos de comunicação e seus parlamentares, nos atacam tanto.

Porque estão em disputa dois modelos de produção. Está em disputa a que interesses deve atender a produção agrícola: apenas o lucro ou a saúde e o bem-estar da população? Os ricos sabem disso e tratam de consumir apenas produtos orgânicos.

E você precisa se decidir. De que lado você está?

João Pedro Stedile é integrante da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra

Nota do EcoDebate: como leitura complementar recomendamos que leiam a matéria “Agroquímicos: O veneno à nossa mesa“.

EcoDebate, 25/09/2009

http://www.ecodebate.com.br/ 



Escrito por Almacks Luiz Silva às 16h58
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ABSORVENTES DESCARTÁVEIS

Você sabia que uma mulher durante seu ciclo reprodutivo, utiliza de 10 a 15 mil absorventes? E que eles demoram em média 100 anos para se decomporem. 

Acesse aqui: http://www.ipemabrasil.org.br/absorventes.htm



Escrito por Almacks Luiz Silva às 14h30
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ABSORVENTES ECOLÓGICOS

Saiba como minimizar o impacto causado pelo uso de absorventes descartáveis. 

Uma mulher, durante o seu ciclo reprodutivo, utiliza de 10 a 15 mil absorventes, que demoram cerca de 100 anos para se decomporem.

Acesse aqui e tenha mais conhecimento sobre este assunto: http://www.ipemabrasil.org.br/absorventes.htm



Escrito por Almacks Luiz Silva às 14h25
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Enquete – O que você faz pelo meio ambiente?

As pequenas ações que cada um faz diariamente a favor do meio ambiente são muito importantes, especialmente quando observamos isso no coletivo, e muitas pequenas ações se transformam em uma grandiosa ação. Se cada um economiza uma gota de água, no final são milhares de litros economizados, e o mesmo serve para todo lixo que é reciclado, o CO2 que deixa de ser emitido, etc… Levando isso em consideração.

Responda a nossa enquete acessando o link

http://blog.ambientebrasil.com.br/?p=965



Escrito por Almacks Luiz Silva às 22h04
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Uma Silva sucessora de um Silva?

Leonardo Boff é autor do livro Que Brasil queremos? Vozes 2000

Não estou ligado a nenhum partido, pois para mim partido é parte. Eu como intelectual me interesso pelo todo embora, concretamente, saiba que o todo passa pela parte. Tal posição me confere a iberdade de emitir opiniões pessoais e descompromissadas com os partidos.

De forma antecipada se lançou a disputa: Quem será o sucessor do carismático presidente Luiz Inácio Lula da Silva?
De antemão afirmo que a eleição de Lula é uma conquista do povo brasileiro, principalmente daqueles que foram sempre colocados à margem do poder. Ele introduziu uma ruptura histórica como novo sujeito político e isso parece ser sem retorno. Não conseguiu escapar da lógica macro-econômica que privilegia o capital e mantém as bases que permitem a acumulação das classes opulentas. Mas introduziu uma transição de um estado privatista e neoliberal para um governo republicano e social que confere centralidade à coisa pública (res publica), o que tem beneficiado vários milhões de pessoas. Tarefa primeira de um governante é cuidar da vida de seu povo e isso Lula o fez sem nunca trair suas origens de sobrevivente da grande tribulação brasileira.

Depois de oito anos de governo se lança a questão que seguramente interessa à cidadania e não só ao PT: quem será seu sucessor? Para responder a esta questão precisamos ganhar altura e dar-nos conta das mudanças ocorridas no Brasil e no mundo. Em oito anos muta coisa mudou. O PT foi submetido a duras provas e importa reconhecer que nem sempre esteve à altura do momento e às bases que o sustentam. Estamos ainda esperando uma vigorosa autocrítica interna a propósito de presumido “mensalação”. Nós cidadãos não perdoamos esta falta de transparência e de coragem cívica e ética.

Em grande parte, o PT viou um partido eleitoreiro, interessado em ganhar eleições em todos os níveis. Para isso se obrigou a fazer coligações muito questionáveis, em alguns casos, com a parte mais podre dos partidos, em nome da governabilidade que, não raro, se colocou acima da ética e dos propósitos fundadores do PT.

Há uma ilusão que o PT deve romper: imaginar-se a realização do sonho e da utopia do povo brasileiro. Seria rebaixar o povo, pois este não se contenta com pequenos sonhos e utopias de horizonte tacanho. Eu que circulo, em função de meu trabalho, pelas bases da sociedade vejo que se esvaziou a discussão sobre “que Brasil queremos”, discussão que animou por decênios o imaginário popular. Houve uma inegável despolitização em razão de o PT ter ocupado o poder. Fez o que pôde quando podia ter feito mais, especialmente com referência à reforma agrária e a inclusão estratégica (e não meramente pontual) da ecologia.

Quer dizer, o sucessor não pode se contentar de fazer mais do mesmo. Importa introduzir mudanças. E a grande mudança na realidade e na consciência da humanidade é o fato de que a Terra já mudou. A roda do aquecimento global não pode mais ser parada, apenas retardada em sua velocidade. A partir de 23 de setembro de 2008 sabemos que a Terra como conjunto de ecosissitemas com seus recursos e serviços já se tornou insustentável porque o consumo humano, especialmente dos ricos que esbanjam, já psssou em 40% de sua capacidade de reposição.

Esta conjuntura que, se não for tomada a sério, pode levar nos próximos decênios a uma tragédia ecológicohumanitária de proporções inimagináveis e, até pelo final do século, ao desaparecimento da espécie humana. Cabe reconhecer que o PT não incorporou a dimensão ecológica no cerne de seu projeto político. E o Brasil será decisivo para o equilíbrio do planeta e para o futuro da vida.
Qual é a pessoa com carisma, com base popular, ligada aos fundamentos do PT e que se fez ícone da causa ecológica? É uma mulher, seringueira, da Igreja da libertação, amazônica. Ela também é uma Silva como Lula. Seu nome é Marina Osmarina Silva.



Escrito por Almacks Luiz Silva às 09h57
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Brasil - Marina da Silva e a noção de tempo

A possibilidade do lançamento da candidatura da senadora Marina da Silva para presidente na próxima eleição está agitando o cenário político brasileiro. Todos concordam que é a grande novidade do momento na corrida eleitoral porque quebra a bipolaridade PT-PSDB, Dilma-Serra. Outros vêem mais longe e apontam para o fato de que ela traz para a mesa principal da discussão política algo de fundamental para o futuro do país e da humanidade: a noção de desenvolvimento sustentável.

Está na moda hoje falar em "verde", ecologia e sustentabilidade. Como todas as palavras de moda, essas também acabaram se impondo sobre os discursos de pessoas - especialmente dos políticos - que estão mais interessados em acompanhar a "onda" do momento, em agradar o seu público, do que realmente modificar o seu modo de ver e agir.

Há também grupos e pessoas que radicalizam o discurso de "defesa da natureza" e são contrários ao primeiro termo da expressão: desenvolvimento. Para eles, a noção em si de desenvolvimento deveria ser abandonada porque estaria irremediavelmente comprometido com a visão industrial do século XIX-XX e com o antropocentrismo moderno que pretenderia dominar e explorar a natureza em função dos interesses humanos, e assim estaria em contradição frontal com a defesa do meio ambiente. Defendem uma economia que não busque nenhum tipo de crescimento ou desenvolvimento, mas que seja fundada somente na noção de sustentabilidade.

Entretanto, se olharmos a realidade social-ambiental, não a partir de uma visão geral e abstrata que considera o meio-ambiente e os seres humanos em totalidade, mas sim a partir de realidades dos pobres, podemos perceber que há muitas regiões em que o desenvolvimento econômico-social é fundamental para permitir que pessoas superem a situação de miséria ou de pobreza. É claro que esse desenvolvimento não pode ser entendido como um crescimento econômico que destrói o seu meio-ambiente e, com isso, as condições que permitem a reprodução da vida. Daí a importância de pensarmos a expressão como um todo: "desenvolvimento sustentável".

Há uma questão fundamental no "desenvolvimento sustentável" que não é muito discutida hoje, a noção de tempo. É mais comum debatermos a partir da noção do meio-ambiente, que já está presente, por exemplo, em Marx quando ele fala que o capitalismo, com a sua lógica de acumulação do capital, destrói a natureza e os trabalhadores, que são fonte da sua própria acumulação.

A noção de sustentabilidade pressupõe uma possível contradição entre o modo como as coisas funcionam hoje, no presente, e a situação projetada do futuro. Isto é, o fato de que o sistema econômico está funcionando bem - na perspectiva do sistema - não garante que estará no futuro. Isto é, o futuro pode ser pior do que o presente, porque o atual sistema não é sustentável a médio e longo prazo.

Essa idéia de que o futuro pode ser pior assusta (quase) todas as pessoas. Por isso, ideologias que prometem que o futuro está garantido (seja porque o progresso sempre caminha para frente, o mito do progresso, ou porque "Deus está conosco e não vai falhar" ou então porque "as energias do universo conspiram a favor da ‘vida’ e nos levará ao futuro pleno", etc.) sempre têm "ibope" alto. Enquanto as pessoas preferirem se esconder atrás dessas ideologias (seculares ou religiosas), a importância da proposta de um desenvolvimento sustentável não será entendido na sua profundidade. Ela poderá ser repetida até exaustão nos discursos ou debates, mas no fundo haverá nessas pessoas uma "certeza" íntima que no final tudo vai dar certo.

A possível candidatura da senadora Marina da Silva coloca na mesa da discussão político-cultural-religiosa duas mudanças profundas em relação à cultura moderna: a) o amor à vida que floresce e se expressa na natureza (onde estão incluídos os seres humanos); b) uma nova visão do tempo e de história, que não seja linear e nem pré-determinada, e inclua a possibilidade real de que o modo como vivemos o presente pode tornar inviável o nosso futuro. Isso exige também uma nova visão da vida humana e de Deus. Um ser humano que é realmente responsável pelo seu presente, seu próximo e o meio-ambiente, e futuro. E uma imagem de Deus que se revela no amor-solidário e que apela a essa solidariedade e responsabilidade frente ao próximo e ao meio-ambiente, mas que não garante nenhum resultado, muito menos um "final feliz" para a nossa história humana.

Mudanças profundas na cultura humana não são perceptíveis facilmente. Elas são resultado de muitas "ondas superficiais" que alteram aos poucos o movimento e a configuração das correntes mais profundas do inconsciente coletivo e da cultura. O impacto da possível candidatura da senadora revela sua chance e sua aceitação na sociedade. O que parece ser um sinal muito positivo de uma dessas mudanças profundas.

A possibilidade do lançamento da candidatura da senadora Marina da Silva para presidente na próxima eleição está agitando o cenário político brasileiro. Todos concordam que é a grande novidade do momento na corrida eleitoral porque quebra a bipolaridade PT-PSDB, Dilma-Serra. Outros vêem mais longe e apontam para o fato de que ela traz para a mesa principal da discussão política algo de fundamental para o futuro do país e da humanidade: a noção de desenvolvimento sustentável.

Está na moda hoje falar em "verde", ecologia e sustentabilidade. Como todas as palavras de moda, essas também acabaram se impondo sobre os discursos de pessoas - especialmente dos políticos - que estão mais interessados em acompanhar a "onda" do momento, em agradar o seu público, do que realmente modificar o seu modo de ver e agir.

Há também grupos e pessoas que radicalizam o discurso de "defesa da natureza" e são contrários ao primeiro termo da expressão: desenvolvimento. Para eles, a noção em si de desenvolvimento deveria ser abandonada porque estaria irremediavelmente comprometido com a visão industrial do século XIX-XX e com o antropocentrismo moderno que pretenderia dominar e explorar a natureza em função dos interesses humanos, e assim estaria em contradição frontal com a defesa do meio ambiente. Defendem uma economia que não busque nenhum tipo de crescimento ou desenvolvimento, mas que seja fundada somente na noção de sustentabilidade.

Entretanto, se olharmos a realidade social-ambiental, não a partir de uma visão geral e abstrata que considera o meio-ambiente e os seres humanos em totalidade, mas sim a partir de realidades dos pobres, podemos perceber que há muitas regiões em que o desenvolvimento econômico-social é fundamental para permitir que pessoas superem a situação de miséria ou de pobreza. É claro que esse desenvolvimento não pode ser entendido como um crescimento econômico que destrói o seu meio-ambiente e, com isso, as condições que permitem a reprodução da vida. Daí a importância de pensarmos a expressão como um todo: "desenvolvimento sustentável".

Há uma questão fundamental no "desenvolvimento sustentável" que não é muito discutida hoje, a noção de tempo. É mais comum debatermos a partir da noção do meio-ambiente, que já está presente, por exemplo, em Marx quando ele fala que o capitalismo, com a sua lógica de acumulação do capital, destrói a natureza e os trabalhadores, que são fonte da sua própria acumulação.

A noção de sustentabilidade pressupõe uma possível contradição entre o modo como as coisas funcionam hoje, no presente, e a situação projetada do futuro. Isto é, o fato de que o sistema econômico está funcionando bem - na perspectiva do sistema - não garante que estará no futuro. Isto é, o futuro pode ser pior do que o presente, porque o atual sistema não é sustentável a médio e longo prazo.

Essa idéia de que o futuro pode ser pior assusta (quase) todas as pessoas. Por isso, ideologias que prometem que o futuro está garantido (seja porque o progresso sempre caminha para frente, o mito do progresso, ou porque "Deus está conosco e não vai falhar" ou então porque "as energias do universo conspiram a favor da ‘vida’ e nos levará ao futuro pleno", etc.) sempre têm "ibope" alto. Enquanto as pessoas preferirem se esconder atrás dessas ideologias (seculares ou religiosas), a importância da proposta de um desenvolvimento sustentável não será entendido na sua profundidade. Ela poderá ser repetida até exaustão nos discursos ou debates, mas no fundo haverá nessas pessoas uma "certeza" íntima que no final tudo vai dar certo.

A possível candidatura da senadora Marina da Silva coloca na mesa da discussão político-cultural-religiosa duas mudanças profundas em relação à cultura moderna: a) o amor à vida que floresce e se expressa na natureza (onde estão incluídos os seres humanos); b) uma nova visão do tempo e de história, que não seja linear e nem pré-determinada, e inclua a possibilidade real de que o modo como vivemos o presente pode tornar inviável o nosso futuro. Isso exige também uma nova visão da vida humana e de Deus. Um ser humano que é realmente responsável pelo seu presente, seu próximo e o meio-ambiente, e futuro. E uma imagem de Deus que se revela no amor-solidário e que apela a essa solidariedade e responsabilidade frente ao próximo e ao meio-ambiente, mas que não garante nenhum resultado, muito menos um "final feliz" para a nossa história humana.

Mudanças profundas na cultura humana não são perceptíveis facilmente. Elas são resultado de muitas "ondas superficiais" que alteram aos poucos o movimento e a configuração das correntes mais profundas do inconsciente coletivo e da cultura. O impacto da possível candidatura da senadora revela sua chance e sua aceitação na sociedade. O que parece ser um sinal muito positivo de uma dessas mudanças profundas.

Jung Mo Sung

 



Escrito por Almacks Luiz Silva às 07h58
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Alemanha inaugura sua maior usina solar

 

Mais de meio milhão de painéis solares formam a nova usina de energia renovável. País comemora também a inauguração de outra usina solar, que produz eletricidade com ajuda de espelhos.

Uma antiga área militar no leste da Alemanha foi transformada na maior usina solar do país: no parque de Lieberose, no estado de Brandemburgo, será gerada eletricidade numa área equivalente a 210 campos de futebol.

Até o final do ano, serão instalados ali 560 mil painéis fotovoltaicos. Apesar de a usina ainda estar em processo de finalização, a planta foi inaugurada nesta quinta-feira (20/08). Mais de 160 milhões de euros foram investidos no projeto.

A região, antigamente contaminada com restos de munição, foi preparada especialmente para receber o parque solar. O local era o maior centro de treinamento militar do exército soviético na Alemanha.

Com 700 mil coletores de energia solar, a usina de Lieberose terá capacidade de geração de 53 megawatts, eletricidade suficiente para abastecer 15 mil residências. O projeto que produzirá energia limpa deve evitar que sejam despejadas na atmosfera 35 mil toneladas de CO2.

Outro ponto de vista

Embora essa seja a segunda maior usina solar do mundo, a primeira fica na Espanha, a eletricidade produzida fica abaixo da capacidade média de uma usina termelétrica, que pode gerar até 700 megawatts.

Ambientalistas criticam que a área, de 162 hectares, pode impactar o ecossistema local. Matthias Platzeck, governador do estado, rebateu dizendo que, depois de 20 anos de exploração da usina, a área será devolvida à natureza.

Sol, torre e espelhos

A 700 quilômetros de Lieberose, já no estado da Renânia do Norte-Vestfália, a cidade de Jülich inaugurou também na quinta-feira (20/08) um pólo de geração de energia solar. O complexo é formado por uma torre de 60 metros de altura, tendo a sua frente 2.153 espelhos móveis. Todo o complexo ocupa oito hectares.

No solo, os espelhos seguem a radiação solar e a refletem para a torre. Ao receber toda a concentração de luz e calor por meio de receptores, a água canalizada no interior da torre é aquecida até cerca de 700ºC, se transforma em vapor e movimenta as turbinas que geram eletricidade. A energia produzida pela nova planta, cujo projeto custou 22 milhões de euros, será suficiente para abastecer 350 casas.

Segundo especialistas do DLR, centro alemão dedicado à pesquisa e ao desenvolvimento nas áreas da aeronáutica espacial, transportes e energia, o modelo servirá de referência comercial para futuras usinas no sul da Europa e no norte da África.

“Claro que em Jülich o sol não brilha tanto quanto no deserto do norte africano, mas essa é uma tentativa de unir tecnologia e desenvolvimento em conexão com a pesquisa, que acaba sendo mais importante do que a operação em si”, analisa Hans Müller-Steinhagen, do DLR.

NP/dpa/afp
Revisão: Roselaine Wandscheer

Matéria da Agência Deutsche Welle, DW-WORLD.DE, publicada peloEcoDebate, 22/08/2009

 

 

 

 



Escrito por Almacks Luiz Silva às 07h30
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Google utiliza cabras para reduzir suas emissões

A Google revelou sua interessante solução para reduzir os níveis de poluição que a gasolina causa, ao invés de utilizar cortadores de grama barulhentos e movido a gasolinapara aparar a grama de sua sede em Mountain View, a empresa “contratou” 200 caprinos para fazer o serviço.

Um cão da raça Border Collie fica encarregado de controlar as cabras, que ficam no local por uma semana, os animais são da organização California Grazing que defende essa prática.

Fonte: http://blog.ambientebrasil.com.br/?p=859



Escrito por Almacks Luiz Silva às 10h53
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Globo se alia aos EUA por bases americanas e contra pré-sal

Por Mário Augusto Jakobskind, no Direto da Redação

A TV Globo mais uma vez deu o ar de sua graça subserviente quando da passagem pelo Brasil do general James Jones, assessor de Segurança Nacional do presidente Barack Obama. O âncora de um dos jornais da emissora, Wiliam Wack, fez uma entrevista do gênero convescote para o militar mostrar que os Estados Unidos estão muito a fim das riquezas petrolíferas do pré-sal e com “toda generosidade” (na visão da Globo, claro) oferecer “armas de última geração” para as desequipadas Forças Armadas brasileiras.

De quebra, o entrevistador levantou a bola para o general justificar as bases militares estadunidenses que estão sendo instaladas na Colômbia, embora Obama um dia depois tenha dito que não assinou autorização nesse sentido. Waack ainda por cima aproveitou a oportunidade para reforçar a cruzada anti-Hugo Chávez que a mídia hegemônica desencadeia diariamente.

Com base em informações totalmente manipuladas, os meios de comunicação conservadores e o governo colombiano tentam de todas as formas vincular armas em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) com a República Bolivariana da Venezuela. Armas compradas da Suécia há 20 anos, ou seja, dez anos antes da ascensão de Chávez e que foram parar no arraial do grupo insurgente colombiano depois de terem sido roubadas em um posto fronteiriço da Venezuela com a Colômbia em 1995, segundo informou o governo venezuelano.

O esquema lavagem cerebral faz lembrar os meses que antecederam a invasão e ocupação do Iraque, em 2003, quando o governo do então presidente George W. Bush pregava uma mentira deslavada sobre as armas de destruição em massa de Saddam Hussein, que serviram de justificativa para a ação militar desencadeada pelo Pentágono. Agora até Israel entrou na história para mentir sobre a presença do Hezbollah na Venezuela.

Imaginava-se inicialmente que o governo do presidente Barack Obama adotaria na América Latina uma política diferenciada em relação ao famigerado W. Bush, mas com o passar do tempo parece que não há nada de novo no front, a não ser uma retórica mais light.

O governo brasileiro, que sem dúvida deve estar sendo pressionado pelos abutres de sempre, nacionais e estrangeiros, tem tido uma posição de destaque na área externa, inclusive demonstrando preocupação com a intensificação da presença militar estadunidense na Colômbia através de sete bases que estão sendo criadas.

Já o governo Barack Obama justifica, na palavra do general James Jones, que as bases militares na Colômbia servirão apenas para intensificar o combate ao narcotráfico, quando se sabe que a movimentação existe porque há consumo, em maior grau nos Estados Unidos. Aliás, a demanda por lá cresce e ainda por cima quando o governo anuncia maior combate ao narcotráfico.

O general ajudado pela TV Globo para dar o recado garantiu que as bases militares estadunidenses na Colômbia não afetarão a soberania de ninguém. Quem garante? Historicamente, garantias como a do general sempre foram letras mortas. Talvez só mesmo os editores da Globo e de outras mídias conservadoras acreditam.

No mesmo diapasão, ou seja, desta feita no sentido de desconstruir o que vem sendo pouco a pouco construído em matéria de TV pública, os jornalões de sempre investem furiosamente contra a TV Brasil. A Folha de S.Paulo, por exemplo, foi mais audaz de todos ao pedir pura e simplesmente o fechamento da emissora pública sob o falso argumento de que a mesma tem baixa audiência.

Não é por causa disso que os editores dos jornalões condenam a existência da TV Brasil, que por pior audiência que tenha, e isso é discutível, está próxima de muitos órgãos de imprensa. Para se ter uma ideia, segundo os critérios do Ibope, só no Rio de Janeiro em dia ruim a audiência do noticiário jornalístico das 21 horas atinge 200 mil telespectadores.

A contagem abrange apenas os que estão sintonizados na TV aberta — e não os que assinam sistemas de cabo e assim sucessivamente. E isso, vale lembrar, em um ano e meio de funcionamento da emissora.

Quanto aos jornalões, alguns deles centenários, como O Estado de S. Paulo, a venda alcança 215 mil exemplares diários, a Folha de S. Paulo, nas mãos dos Frias desde 1962, chega a 296 mil diários. A Folha de S. Paulo, jornal que se diz “a serviço do Brasil” (resta saber que Brasil), no início do ano 2000 vendia um milhão de exemplares diários. O maior jornal carioca, o octogenário O Globo, segundo aferições confiáveis, vende diariamente 260 mil exemplares.

Não é que a TV Brasil possa ser considerada um canal ideal, mas, mesmo com todas as suas limitações, já oferece alternativas para um público cansado das emissoras tradicionais que repetem em seu jornalismo o mais do mesmo, como tem acontecido, sobretudo em relação às informações relativas aos países da América Latina.

É isso aí, os setores conservadores midiáticos estão preocupados e se sentem incomodados com a TV Brasil. Daí investirem, agora furiosamente, contra uma emissora pública que tem uma proposta diferenciada.

 

Fonte: http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=067a26d87265ea39030f5bd82408ce7c&cod=4630



Escrito por Almacks Luiz Silva às 08h58
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EUA cogitam instalar base militar no Recife

A Força Aérea do Pentágono ambiciona instalar uma base na costa do Nordeste brasileiro, perto do Recife, embora julgue difícil consegui-la devido ao "relacionamento político com o Brasil". A notícia veio à luz na esteira do anúncio da criação de três bases militares na Colômbia. O plano da base na capital pernambucana consta de um documento do Air Mobility Command (Comando Aéreo de Mobilidade) sobre estratégias de transporte militar.

Fonte: 'Global en route strategy', Air Mobility Command O Air Mobility Command (AMC), sediado em Illinois, é um dos Comandos-Maiores da Força Aérea Americana (Usaf). A aeronáutica é arma prioritária dos esforços de guerra do Pentágono desde a Guerra do Vietnã. O documento está no site da Universidade do Ar da Usaf. A especulação sobre uma base no Recife reacende um antigo interesse americano pelo papel estratégico do Nordeste brasileiro, que avança como uma cunha, dominando o Atlântico Sul.

 

"Zonas de Interesse" na "Guerra Global"

O texto traz a data de 4 de março de 2009, já na administração Barack Obama; mas considera que desde o 11 de Setembro de 2001 os Estados Unidos estão em "Guerra Global Contra o Terror" (chamada, familiarmente, pela sigla em inglês, Gwot) e trabalha com a Estratégia de Segurança Nacional elaborada pelo governo George W. Bush. Seu foco é um plano estratégico de mobilidade militar aérea, que cobre todo o planeta e tem abrangência té 2005.

Segundo o Comando Aéreo, as "zonas de hostilidade ou instabilidade" no mundo, que constituem "Zonas de Interesse" do Pentágono são: Oriente Médio, Sudeste Asiático, Coreia, África, Eurásia e Indonésia. Veja a figura 1, reproduzida do documento Global en route strategy, do Air Mobility Command.

 

Problemas no no flanco sul-atlântico

Todas as zonas citadas ficam distantes do Brasil. Mas logo se verá que, na cabeça dos generais americanos, as rotas até elas podem passar, por exemplo, pelo Aeroporto Internacional do Recife.

Os estrategistas do Comando Aéreo trabalham com duas rotas de acesso às "Zonas de Interesse", pelos oceanos Atlântico e Pacífico. A primeira delas tem à sua disposição, ao norte e ao centro, as numerosas bases da Otan na Europa. O texto elogia em especial as virtudes "únicas" da Base Naval de Sigonella, na Sicília.

Mas a variante sul tem problemas: conta apenas com a base anglo-americana na minúscula Ilha de Ascensão (900 habitantes), no Atlântico Sul, e a base de Camp Lemonier, no Djibuti, pequeno país de meio milhão de habitantes no nordeste africano, às margens do Mar Vermelho, única infraestrutura permanente que o documento adota em todo o Continente Negro.

A dificuldade no flanco sul-atlântico conflita com o "novo paradigma" de guerra aérea ("não linear e não contíguo", ao contrário da Guerra Fria), que "aparentemente será muito mais exigente em mobilidade aérea para deslocamentos, abastecimento e manutenção".

 

Conforme o documento, o avião prioritário para essa função será o C17 Globemaster. Este tem raio de ação de 3.700 quilômetros, ou 6.500 km numa viagem "ponto a ponto" (sem precisar retornar à mesma base). Isto permite alcançar a maior parte do mundo, a partir do território dos EUA, com exceção da parte sul da Ásia, da Oceania e do sul-sudeste da África [figura 1]. É onde a América do Sul entra no documenro da Usaf.

 

Queixa sobre "relação política com o Brasil"

"Incluir a América do Sul em uma estratégia de rotas globais cumpre dois objetivos: ajuda a efetivar a estratégia de engajamento da região e auxilia na mobilidade da rota para a África. Infelizmente, uma estratégia de engajamento sul-americano que inclua facilidades aeroportuárias não está disponível", lamenta o documento.

O Air Mobility Command refere-se à base de Palanquero (uma das três cedidas dias atrás pelo governo colombiano de Alvaro Uribe) como uma "locação de segurança cooperativa". Destaca que a partir dela "cerca da metade da América do Sul pode ser coberta por um C17 sem necessidade de reabastecimento". Agrega que "com reabastecimento de combustível disponível no destino, um C17 pode cobrir toda a América do Sul, exceto a região do extremo sul do Chile e Argentina".

Também são citadas as bases já existentes em Porto Rico e nas Ilhas Virgens, no Caribe. Ambas não dependem de acordos internacionais, pois trata-se de territórios sob controle dos EUA.

Surge então o problema: nenhuma delas permite que os C17 chegue à base de Ascenção, porta de entrada para a África. "O Comando Sul dos EUA, na tentativa de obter acesso à África, colocou que Caiena, na Guiana Francesa, poderia servir como uma possível base. O Comando também considerou o acesso ao Aeroporto do Recife, Brasil", diz o documento.

"No entanto, a relação política com o Brasil não tende aos necessários acordos", diz o texto. Queixa-se ainda de que a distância entre o Recife e a grande base aérea americana de Charleston, na Carolina do Sul, chega a 7.600 km, fora do alcance dos C17, o que exigiria outra escala.

 

O precedente da Base de Natal

A ducha fria sobre a "relação política com o Brasil" não leva o Air Mobility Command a descartar a "hipótese". O último capítulo do texto, Chaves do sucesso, diz que "uma estratégia de engajamento diplomático de longo alcance é necessária para garantir a habilidade de perseguir esta estratégia". E volta a citar a América do Sul, aventando o possível uso de aeroportos comerciais da região por aviões da Usaf.

"Finalmente, a estratégia não pode ser estática", adverte ainda o documento. Recomenda a respeito que o Air Mobility Command promova a cada dois anos "uma ampla revisão" da temática, optando entre prossegui-la, introduzir ajustes ou modificá-la por completo.

 

Caso a hipotética base americana no Recife viesse a se instalar, não seria a primeira. Os EUA já tiveram uma base aérea, em Natal (RN), motivados pela mesma condição nordestina de cunha do Atlântico Sul, embora com curta duração.

A base foi implantada em 1942, como parte das operações da 2ª Guerra Mundial, em que os EUA e o Brasil compuseram o bloco dos Aliados contra o Eixo nazifascista. A base foi partilhada entre a FAB e a Usaf, que operava o seu setor leste. Além das missões de patrulha no Atlântico Sul, os americanos montaram através dela uma verdadeira ponte-aérea para o norte da África, a fim de abastecer as tropas aliadas.

Quando a 2ª Guerra acabou, o Pentágono bem que tentou permanecer em Natal. Mas a aliança antinazista cedera lugar à Guerra Fria e os brasileiros logo mudaram de opinião sobre a base. Os militares americanos reclamavam que eram hostilizados em brigas de rua (o que ocorria também no Rio, quando aportavam navios de guerra dos EUA), sutilmente estimuladas pelos comunistas e outras forças incomodadas por aquela presença militar estrangeira em tempo de paz. Meses depois a Usaf se foi e toda a base passou a pertencer à FAB.

Outro episódio, mais recente (embora apenas indiretamente ligado a esforços de guerra), envolveu a base brasileira de Alcântara, no Maranhão. O governo Fernando Henrique Cardoso havia proposto o uso da base por foguetes americanos e a proposta já tramitava no Congresso. A retirada do texto do acordo foi uma das primeiras medidas de política externa do governo Lula, em abril de 2003.

 

Texto: Por Bernardo Joffily; colaborou Ronaldo Carmona / Postado em 06/08/2009 ás 18:22

Fonte: vermelho.org.br

 

 



Escrito por Almacks Luiz Silva às 21h11
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Voltar às ruas pela Reforma Agrária e por um Brasil sem latifúndio


Neste mês de agosto a classe trabalhadora brasileira sairá às ruas para protestar e dialogar com a população sobre a crise econômica e suas consequências para os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade. Nós do MST lá estaremos marchando e debatendo sobre nossa proposta de Reforma Agrária Popular, como projeto sustentável de desenvolvimento social para o país, e denunciando o total abandono da Reforma Agrária por parte do Governo Lula.

Montaremos um Acampamento Nacional pela Reforma Agrária em Brasília, e lá ficaremos de 10 a 21 de agosto. Queremos debater com o governo e com a sociedade nossas propostas para melhorar a vida da população do campo e da cidade. Sairemos em marcha em vários estados e vamos nos somar às diversas forças organizadas no dia 14 em atos nas capitais.

Não são novidade para ninguém as críticas do MST ao Programa de Reforma Agrária do atual governo executado pelo Incra e pelo MDA. Essa posição política só é possível porque nos últimos anos, além de mantermos nossa autonomia em relação ao governo, não paramos de fazer luta contra o latifúndio e contra as grandes empresas transnacionais.

Frustrando as expectativas de quem acreditava em mudanças, o governo Lula manteve a mesma política agrária do governo tucano de FHC, fortalecendo o agronegócio, com incentivo às monoculturas e à exportação. Em relação à pequena agricultura e à Reforma Agrária continuamos com políticas centrais como o crédito Pronaf, que tem como resultado uma média de inadimplência de 60% das famílias assentadas, e a prioridade de assentamento de famílias na região da Amazônia legal - 52 % de todas as famílias assentadas nos dois governos foram nessa região.

E com isso, mais de 90 mil famílias continuam sofrendo acampadas, muitas delas há mais de 4 anos, ou sem infra-estrutura básica nos assentamentos que lhes permitam levar uma vida digna e produzir na terra.

O momento exige que saiamos dos acampamentos e assentamentos e caminhemos até às cidades. Queremos cobrar os compromissos que governo assumiu com os sem terra quando realizamos a Marcha de 2005: o assentamento imediato das 90 mil famílias acampadas e a regularização das mais de 40 mil famílias que estão em cima da terra sem crédito, infra-estrutura e moradia.

Reivindicamos a atualização dos índices de produtividade - medidas que permitem saber se as fazendas são ou não produtivas - que segundo a Constituição deveriam ser atualizados a cada 10 anos e vergonhosamente desde 1974 não o são, favorecendo assim apenas o agronegócio.

Exigimos o urgente descontingenciamento de todos os recursos destinados à Reforma Agrária e que seja feita suplementação dos recursos necessários para o assentamento de todas as famílias acampadas.

Sabemos que não estaremos sozinhos, esse é o momento de construir alianças políticas com todos os setores da classe trabalhadora e protestar contra a retirada de direitos conquistados pelo nosso povo de um modo geral.

E neste momento tão importante de luta e de avançar nas conquistas, Florestan Fernandes se faz mais atual que nunca quando nos lembra que não podemos nos deixar cooptar, nem esmagar, mas que temos que lutar sempre! Sempre!

Direção Nacional do MST

Acompanhe a Jornada por nossa página: www.mst.org.br

* Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Brasil

Adital - http://www.adital.org.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=40304




Escrito por Almacks Luiz Silva às 20h21
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Ainda dá para votar na Amazônia e nas Cataratas

O Brasil conta com dois finalistas no concurso internacional que elegerá as Novas 7 Maravilhas da Natureza. Divide com a Argentina a nomeação das Cataratas do Iguaçu e com Venezuela, Suriname, Peru, Guiana, Guiana Francesa, Equador, Colômbia e Bolívia a indicação da Amazônia. Qualquer um pode votar em ambas clicando aqui.

 

A campanha pela Amazônia  está sendo realizada pelo Ministério do Turismo. A região recebe em média 750 mil turistas por ano, graças à beleza de seus recursos naturais. Já a iniciativa da canditatura das cataratas no concurso é integrada pela prefeitura de foz do iguaçu, da Itaipu Binacional e de algumas outras instituições regionais.

Entre os indicados estão ainda o Mar Morto (Israel, Palestina, Jordânia), a Floresta Negra (Alemanha), Galápagos (Equador), Angel Falls (Venezuela), Cliffs of Moher (Irlanda), Grand Canyon (EUA), a Grande Barreira de Corais (Austrália e Papua Nova Guiné), Kilimanjaro (Tanzânia), Komodo (Indonésia), Ilhas Maldivas, Matterhorn/Cervino (Suíça), Table Mountain (África do Sul), Uluru (Austrália) e o Vesúvio (Itália).

O anúncio dos vencedores será feito em 2011.

O suíço Bernard Weber, organizador da votação, espera que esta campanha contribua para a valorização do meio ambiente no mundo inteiro.

 



Escrito por Almacks Luiz Silva às 16h14
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Desnutrição? Esqueça isso. Seus problemas acabaram!

 

O apresentador Luciano Huck está em uma campanha para TV de um suplemento vitamínico, que traz dados de uma pesquisa indicando que dois entre cada três brasileiros não consomem as quantidades diárias de vitaminas e minerais que o corpo precisa. Até aí, nada de novo. Para resolver o problema, o comercial sugere uma alimentação adequada e o suplemento para completar.

Taí a solução para a subnutrição no país! É Centrum neles!

Milhões de miseráveis, que não têm acesso a uma dieta em quantidade e qualidade adequadas para o seu desenvolvimento, não perceberam que reivindicar distribuição de renda, geração de emprego e reforma agrária para governos é inútil? É só pedir o suplemento em questão.

A utilidade e a eficácia do produto não estão em questão - longe disso. Muito menos o caráter de quem apresenta o produto. Apenas estou dizendo que a peça publicitária foi infeliz, considerando que, hoje, parte desses “dois terços” não vão conseguir fazer as três refeições de forma digna porque simplesmente não têm dinheiro. Para elas, o anúncio é um soco no estômago. Vazio.

Ah, se a solução para os problemas do mundo fossem assim:

Povoado de Malvinas, no interior do Rio Grande do Norte. A família havia perdido a safra devido à seca. A menina, desnutrida, tinha tamanho menor do que sua idade pedia. Para resolver a corrupção gerada pelas oligarquias políticas e combater a influência dos poderosos, que garante a manutenção de um sistema que mais beneficia quem já tem, é suplemento vitamínico neles!

Acampamento guarani no interior do Rio Grande do Sul. De vez em quando vem à tona a notícia de que alguma criança indígena morreu por desnutrição em algum lugar do Brasil. O avanço do agronegócio e das cidades têm expulsado muitos povos indígenas de suas terras ou transformando-as em favelas, o que tira deles sua autonomia alimentar. No Mato Grosso do Sul, isso tem sido tristemente constante. Para evitar a expulsão de comunidades tradicionais que gera fome, é suplemento vitamínico neles!

Mulher segura filhos desnutridos em comunidade rural de Sao José da Tapera, interior de Alagoas. O lugar já foi considerado o município mais pobre do país, ou melhor dizendo, com menor índice de desenvolvimento humano. De tempos em tempos, a seca lá bate forte e, ironicamente, o São Francisco está a poucos quilômetros da comunidade. Para garantir que as políticas públicas sejam voltadas a proteger a população e não apenas empreiteiras e grandes empresas doadoras de campanhas, é suplemento vitamínico neles!

Trabalhador rural escravizado, que teve o corpo queimado com ferro de marcar gado em fazenda no Pará após reclamar dos salários atrasados e da falta de comida. Outras 35 mil pessoas já foram libertadas desde 1995 pelo governo federal. Muitos deles caíram nessa armadilha devido à fome que batia à sua porta e à de seus filhos. Para manter o trabalhador na lida, sem que ele pare o serviço e diminua os lucros, é suplemento vitamínico neles!

Blog do Sakamoto - http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/



Escrito por Almacks Luiz Silva às 12h43
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O besouro é nosso

LI, NA SEMANA passada, duas notícias que contam como nossas riquezas naturais continuam sendo ignoradas por nós e apropriadas por outras nações. A primeira dizia que em março o Museu de História Natural de Genebra divulgou sua nova aquisição: o Titanus gigantus, o maior inseto do mundo, conhecido como besouro gigante da Amazônia.
Seu tamanho impressiona -é maior que a mão de um adulto- e certamente fará sucesso entre os visitantes. De acordo com o museu, acredite-se ou não, o besouro teria "viajado por engano na mala de um turista suíço". Assustado, ele teria chamado uma empresa de dedetização, que encaminhou o espécime ao museu. 
Outro besouro brasileiro também vem fazendo sucesso, nos Estados Unidos. Pesquisadores da Universidade de Utah acreditam ter encontrado o cristal fotônico ideal na carapaça do besouro Lamprocyphus augustus. Esse cristal é essencial para a construção de circuitos eletrônicos que manipulem dados por meio de luz (fótons), em vez de cargas elétricas (elétrons). 
E o curioso é que os cientistas americanos não tiveram trabalho para conseguir o inseto brasileiro. Encomendaram-no a um vendedor da Bélgica, pela internet. Não duvido que, apenas com a tecnologia decorrente das pesquisas com este único besouro, os americanos produzam mais riqueza do que todo o valor anual da exploração ilegal de madeira, da soja e do gado na Amazônia.
Temos a maior porção da maior floresta tropical do planeta. É um tesouro em biodiversidade que precisa ser cuidado e explorado pelo Brasil. Em 2006, o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou a falta de controle nas fronteiras como razão da perda anual de US$ 2,4 bilhões, com a saída de animais e plantas que acabam por gerar produtos patenteados no exterior. São muitas as ameaças à biodiversidade brasileira: biopirataria, aquecimento global, desmatamento, tráfico de animais, superexploração de espécies. E a mais terrível parece ser a nossa inoperância diante disso tudo. 
Em 1994, o Brasil ratificou a Convenção da Biodiversidade Biológica. Em 1995, apresentei proposta no Senado para disciplinar o acesso aos recursos genéticos no país. O projeto (PL 4.842) foi à Camara dos Deputados em 1998 e lá está até hoje. Outra tentativa foi feita em 2003, por meio do Ministério do Meio Ambiente. 
Nova proposta foi negociada por mais de cinco anos, com todos os setores interessados. Novamente deu em nada. Continuamos sem regras. E todo o conhecimento gerado pela biodiversidade continuará sendo apropriado por quem chegar primeiro, sem gerar dividendos para o país. 

contatomarinasilva@uol.com.br



Escrito por Almacks Luiz Silva às 15h00
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